LECEIA ARCHAEOLOGY MUSEUM | Oeiras . 2025

ENG

A new archaeology museum in Leceia, conceived to

complement the existing archaeological site centred on the

discoveries of the Castro of Leceia.

The building is configured as a constructed volume set against

the site’s topography, organising a sequence of approach and

descent that operates as an introduction to the visit. Access is

established at elevation 112.00, near the square of the Church

of Our Lady of Leceia, with the aim of defining a new centre

within the settlement.

The volume projects to the east, taking advantage of the

dominant visual axis over the Barcarena stream valley.

The route unfolds as a gradual engagement with the visitor, in

which the descent is structured by a system of walls that

progressively constructs a visual enclosure leading to the

physical entrance of the building.

This system is defined by planar elements and a structure of

slender concrete fins, which operate externally as a pergola

and internally as support and light control for the zenithal

illumination provided by a continuous system of glass skylights.

Design year

2025

Location

Leceia, Oeiras, Portugal

Team

Jorge Sousa Santos, Diogo Urbano, Raquel Simões

Engineering

WA-EC Luís Elvas, Marcelino Lopes, Ricardo Chibeles

Client

Câmara Municipal de Óbidos

PT

Novo museu de arqueologia de Leceia, concebido para

complementar a estação arqueológica existente, centrada nas

descobertas do Castro de Leceia.

O edifício configura-se como um volume construído que se

adossa à topografia do terreno, organizando um percurso de

aproximação e descida que funciona como processo de

introdução à visita. O acesso é efetuado à cota 112.00, na

proximidade do Largo da Igreja de Nossa Senhora de Leceia,

com o objetivo de definir uma nova centralidade na povoação.

O volume projeta-se a nascente, tirando partido do eixo visual

dominante sobre o vale da ribeira de Barcarena.

O percurso desenvolve-se como um envolvimento gradual do

visitante, em que a descida é estruturada por um sistema de

muros que, progressivamente, constrói um encerramento visual

até à entrada no edifício.

Este sistema é definido por elementos parietais e por uma

estrutura de lâminas de betão de grande esbelteza, que no

exterior funcionam como pérgula e, no interior, como suporte e

proteção lumínica da iluminação zenital, assegurada por um

sistema contínuo de clarabóias em vidro.

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