HOTELARIA

MECO RESORT IDILUZ

Meco, Sesimbra . 2017 concurso por convite

Ano
2017
Localização
Meco, Sesimbra, Portugal
Equipa
Jorge Sousa Santos, Rafael Lopes, Marcos Barradas, Francisco Ferreira, Luis Rodrigues
Cliente
Stone Capital

Galeria

Sobre o projecto

O projecto parte da leitura morfológica do território, identificando três condições fundadoras — prado, floresta e água — que estruturam a implantação e a organização do conjunto. O prado a nascente, de topografia suave e ampla abertura visual; a floresta a poente, densa e próxima do corpo; e a água, que culmina no mar, definem campos distintos de ocupação e uso.

Prado As construções implantadas no prado são definidas por muros de taipa, assumindo a terra como material estruturante. O programa organiza-se em diferentes tipologias habitacionais, identificadas pela sua área — casas 500, 200 e 70 — às quais se acrescenta uma unidade mínima futura, a Cabana. As casas desenvolvem-se como sistemas morfológicos compostos por áreas de estar e de dormir, confinadas por muros de terra e orientadas em função da paisagem e da exposição solar. As zonas de circulação funcionam como elementos de articulação flexível, permitindo adaptações formais em resposta à posição de cada casa no terreno. As coberturas vegetais reforçam a continuidade da paisagem, reduzindo a leitura volumétrica do edificado.

Floresta Na floresta implantam-se os módulos de quartos, num total de trinta unidades. Estes volumes, de dimensão contida, são construídos em estrutura de madeira, com isolamento em painéis de palha e revestimento exterior tratado por Shou-Sugi-Ban. A organização espacial privilegia a relação directa com a paisagem, a ventilação cruzada e a entrada de luz natural, através de pátios interiores e da articulação vertical entre níveis. A orientação dos módulos reforça uma condição de permanência e contemplação.

Água A intervenção associada à água concretiza-se num spa, concebido como a operação de maior perenidade do conjunto. A contenção da água é realizada em pedra, assumindo um carácter denso e durável. O edifício é entendido menos como objecto autónomo e mais como construção da paisagem, articulando arquitectura, floresta e percurso.

Um sistema de plataformas, escadas e tanques organiza a experiência termal, distribuindo os diferentes usos pelo território. O percurso interior desenvolve-se de forma linear, conduzindo aos espaços de banho quente, frio e sauna, enquanto o exterior se abre à permanência e à contemplação, diluindo os limites entre edificado e paisagem.